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AS TRÊS SETAS – SÍMBOLO DO PSD

  • O NASCIMENTO DE UM SÍMBOLO 

Tal como outros movimentos, também os partidos sociais-democratas adoptaram, desde o início, diversos símbolos exteriores que pudessem, de forma rápida, sugestiva e uniforme identificá-los perante o maior número de pessoas.
Assim, durante muitos anos, o Partido Social-Democrata Alemão serviu-se largamente de diversos símbolos, entre eles a bandeira encarnada e o cravo vermelho na lapela.

Mas um novo símbolo, forjado na luta contra o totalitarismo, estava destinado a sobrepor-se aos restantes.

A descoberta, em 1931, de um feroz programa de repressão que os nazis pretendiam aplicar na Alemanha, quando conquistassem o poder, através das famigeradas S.A. (Secções de Assalto), provocou grande agitação entre a população trabalhadora e o seu partido: o SPD (Partido Social-Democrata Alemão).

Poucos dias depois, em Heidelberg, uma das muitas cruzes suásticas que já então os nazis reproduziam em grande quantidade nas paredes das cidades alemãs, apareceu cortada por um traço grosso de giz branco. Certamente algum trabalhador, cujo nome para sempre ficará ignorado, ao ver o símbolo odiado das forças totalitárias, não se pôde conter e resolveu espontaneamente riscá-lo.

Em pouco tempo, os sociais-democratas lançaram-se por toda a cidade à destruição das cruzes fascistas. Segundo um testemunho da época, à palavra de ordem: “Ao combate, rapazes, cortai o monstro de garras com uma flecha, com um raio!”, o traço tornou-se flecha, e os militantes passavam as noites num verdadeiro delírio. “Os adversários sentiram, imediatamente, que alguma coisa ocorria na cidade, abriram os olhos; novas cruzes gamadas apareceram, logo em seguida riscadas pelos sociais-democratas. Os hitlaristas estavam furiosos… Uma curiosa guerrilha explodiu na cidade”.

Após uma semana de luta de símbolos, sobre os muros da cidade, o momento esperado chegou: a proporção entre o número de cruzes riscadas e inteiras cresceu a favor dos sociais-democratas. Três semanas haviam decorrido.

Muitos militantes reconheciam com entusiasmo: “É extraordinário! Cada vez que se vê na rua um signo inimigo riscado, aniquilado, sente-se que um choque interior: os nossos homens passaram ali, estão activos, lutam de facto!”.
Entretanto e para alcançar, pela repetição, uma melhor eficácia e acentuar a ideia colectiva do movimento, a seta
multiplicou-se por três. Assim nasceram pois as três setas da social-democracia-expressão da luta contra o fascismo.

  1. SIGNIFICADO DO SÍMBOLO

Nascidas espontaneamente na luta dos militantes sociais-democratas contra o nazismo, as setas da social-democraciaexprimiam muito bem a aliança entre as organizações dos trabalhadores, reunidas na Frente de Bronze, a grande organização de luta anti-nazi criada pelo Partido Social-Democrata Alemão: o próprio Partido (SPD); os sindicatos; a organização “Bandeira do Reich” com as organizações desportivas de trabalhadores. As setas simbolizavam, portanto, os três factores do movimento: o poder político e intelectual, a força económica e a força física. O seu paralelismo exprimia o pensamento da frente unida: tudo devia ser mobilizado contra o inimigo comum o nazismo.

O símbolo dos sociais-democratas espalhou-se depois largamente: era dinamico e ofensivo, significava o avanço do Povo para um futuro novo e diferente. Traduzia bem de acordo com o pensamento de Eduard Bernstein, a importância fundamental do movimento, das conquistas sucessivas e progressivas realizadas por via democrática.

Lembrava aos sociais-democratas as qualidades fundamentais que lhes eram exigidas: a actividade, a disciplina e a união.

Ao símbolo do nosso Partido, as três setas, foram sucessivamente atribuídos outros significados que correspondem, na realidade, às linhas fundamentais do programa do PPD. As setas representam os valores fundamentais da Social-Democracia: a liberdade, a igualdade e a solidariedade; mostram que a democracia só existirá verdadeiramente se for simultaneamente política, económica e social.

Finalmente, as cores simbolizam movimentos e correntes de pensamento que contribuíram para a síntese ideológica e de acção da Social-Democracia: a negra, recorda os movimentos libertários do século passado, vermelha, lembrando as lutas das classes trabalhadoras e dos seus movimentos de massa, e branca, apontando os valores do homem, a tradição Cristã e humanista da Europa consubstanciada no Personalismo.

Introdução de “Dez Congressos Dez Anos de Vida” preparado pelos Serviços de Informática e Documentação do Partido Social Democrata por ocasião do XI Congresso realizado em Braga de 23 a 25 de Março 1984. Publicação da EPSD.

OS NOSSOS VALORES

O PSD afirma a sua adesão a um conjunto de valores e opções fundamentais cuja consagração e respeito considera indispensáveis para a construção e consolidação de uma sociedade mais justa e mais livre. Esses valores, que traduzem simultaneamente a sua visão da liberdade humana, da sociedade, da actividade política e do Estado, são os seguintes:

· O Princípio do Estado de Direito, respeitador da eminente dignidade da pessoa humana – fundamento de toda a ordem jurídica baseado na nossa convicção de que o Estado deve estar ao serviço da pessoa e não a pessoa ao serviço do Estado;

· Os Direitos, Liberdades e Garantias dos portugueses e dos seus agrupamentos, elemento indispensável à preservação da autonomia pessoal, bem como à participação política e cívica;

· O pluralismo das ideias e das correntes políticas , cuja garantia de livre expressão constitui pressuposto indispensável ao gozo dos direitos e liberdades fundamentais de todo o cidadão;

· O princípio democrático, como garantia da participação por igual de todos os cidadãos na organização e na escolha dos objectivos do poder na sociedade;

· O princípio da afirmação da sociedade civil. O Estado não deve chamar a si aquilo que os indivíduos estão vocacionados para fazer – ou que podem fazer -garantindo dessa forma um amplo espaço de liberdade à iniciativa e criatividade das organizações da sociedade civil;

· O diálogo e a concertação, como formas de entendimento e aproximação entre homens livres, assentes na tolerância e visando a procura do acordo activo entre interesses divergentes;

· A justiça e a solidariedade social, preocupações permanentes na edificação de uma sociedade mais livre, justa e humana, associadas à superação das desigualdades de oportunidades e dos desequilíbrios a nível pessoal e regional e à garantia dos direitos económicos, sociais e culturals;

· O direito e diferença, como condição inerente à natureza humana e indispensável para a afirmação integral da personalidade de cada indivíduo; direito esse tanto mais efectivável quanto maior for a igualdade de oportunidades na Comunidade;

· A valorização da paz, como objectivo essencial da acção política. Para o PSD, a edificação de uma paz justa entre os povos deve constituir um dos objectivos fundamentais da actuação política dos Estados.

AS NOSSAS DIFERENÇAS

O PSD assume as especificidades que o caracterizam como partido de raíz eminentemente portuguesa, bem como aquilo que o distingue relativamente aos partidos socialistas ou social-democratas europeus de inspiração socialista. Tais especificidades e diferenças radicam no facto de ele ser:

· Um partido personalista, para o qual o início e o fim da política reside na pessoa humana;

· Um partido de forte pendor nacional;

· Um partido com valores e princípios claros, permeável à criatividade e à imaginação, aberto à inovação e à mudança;

· Um partido que, sendo social-democrata, valoriza o liberalismo político e a livre iniciativa caracterizadora de uma economia aberta de mercado;

· Um partido que é dialogante, aberto à pluralidade de opiniões e à sociedade civil, defensor da moderação e da convivência pacífica entre homens de credos e raças diferentes, herdeiro da tradição universalista portuguesa que é estruturalmente avessa a qualquer forma de xenofobia;

· Um partido empenhado na construção europeia, defensor da identidade nacional e dos valores pátrios que deram corpo à Nação Portuguesa, herdeiro de um sentido atlântico e de uma aliança profunda com os povos de expressão lusa;

· Um partido que, apostando na eficácia, valoriza o humanismo , bem como os grandes princípios da justiça, da liberdade e da solidariedade;

· Um partido não confessional, mas respeitador dos princípios axiológicos e religiosos do povo português, identificados com o humanismo cristão;

· Um partido interclassista, vocacionado para representar as diversas categorias da população portuguesa, e apostado na defesa da cooperação entre as classes sociais como a via mais adequada para a obtenção do bem comum e do progresso colectivo;

Um partido que aposta no reconhecimento do mérito e na capacidade de afirmação pessoal e social, cada vez mais necessários numa sociedade onde cresce o espaço para a realização das capacidades individuais, e onde importa distinguir os talentos pessoais que são contributos para o bem comum e para o progresso do País.

1976-1980 1976-1980
1980-1984 1980-1984
1984-1985 1984-1985
1985-1988 1985-1988
1988-1990 1988-1990
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1992-1996 1992-1996
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Luís Torres

1980-1984

João Aurélio

1984-1985

Basílio Machado

1985-1988

José Landeiro de Carvalho

1988-1990

Anézio Gonçalves

1990-1992

Armindo Oliveira

1992-1996

Rodrigues Marques

1996-2002

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2002-2004

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2004-2006

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2006-2008

José Gomes Fernandes

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2010-2012

Rodrigues Marques

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Pedro Pimpão

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2020

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